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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Século 21, uma civilização escrava do Carbono !

Austrália, Victória em chamas, 08 de Fevereiro de 2008
Amigo leitor , continuaremos analisando as questões ambiental , tentando elucidar assuntos, sólidamente mal compreendidos e mal explicados. Em primeiro lugar, desmistificar as previsões sobre o fim do Petróleo, se analisarmos as previsões do livro 'O enigma da Terra', de Estephane Groueff, um dos mais referenciados geólogos dos anos 70, na página 356 faz previsões apocalípticas do fim do petróleo em 35 anos, ou seja em 2005 C'est la fin du petrole... Estes anos já se passaram e novos jazimentos de petróleo foram descobertos pondo no chão as previsões pessimistas. Os vários depósitos descobertos, como os jazimentos da camada pré-sal são uma prova desta disponibilidade. Em segundo lugar, muitas pessoas imaginam a origem do petróleo, como sendo restos de folhas, árvores, dinossauros e outros bichos, a famigerada e terrível "Teoria do Peixe Podre". Uma léria, muito mal aplicada, uma falácia que atravessa séculos incólume, uma basófia que já foi contestada porém, todavia, muitos persistem nesta crença insanável. A teoria que faz o petróleo provir de organismos vivos, acumulados nos terrenos sedimentares, sempre teve contestações. Um sábio amador Immanuel Velikovsky, apresentou suas teorias e foi mal recebido pela Ciência Oficial, quando sustentou que o petróleo havia sido despejado sobre a Terra durante catástrofes que pretendeu descrever em seu livro World in Collision. Eu gostaria muito de ter conhecido este sujeito, o tal do Velikovsky, suas idéias não são tão ruins assim. A minha 'apenas' opinião sobre a genesis do petróleo, e que estudei bastante durante os meus créditos do mestrado em geoquímica, é o seguinte: - O Sol, uma estrela de 5ª categoria já foi uma estrela de maior grandeza, e se colidiu com uma outra grande estrela numa forte pancada astronômica de fianco, cujos estilhaços formaram todo o nosso Sistema Solar. Em quais fatos me baseio para lançar esta hipótese que não me parece ser, assim, tão absurda ? Primeiro, as reações nucleares que acontecem continuamente no Sol. Simplificadamente, seis átomos de Hidrogênio se transformam em três átomos de Hélio, e cada três átomos de Hélio que são encaixados pelo processo acretivo de bombardeamento de neutrons e encaixamento de prótons e haverá uma transmutação num átomo de Carbono. Após todas estas reações se completarem o Sol vai se carbonizar no seu próprio calor, aumentando a sua temperatura e o seu volume e de forma extraordinária se apagará para todo o sempre, talvez aí nascerá um buraco negro, não se sabe. Outro fato que corrobora com esta teoria da colisão inter estelares é o fato que, até o elemento Ferro, as propriedades periódicas se comportam muito bem, dentro da teoria clássica acretiva, mas a partir do Cobalto, existe uma mudança drástica das propriedades periódicas onde não se verifica mais a perfeita periodicidade das propriedades periódicas dos elementos. Existe a hipótese da Terra ter sido formada da fusão da matéria de duas estrelas distintas, uma parte oriunda do nosso Sol, e a outra parte oriunda de uma estrela de uma outra galáxia, com elementos de propriedades completamente diferentes dos elementos conhecidos até o Ferro, estes iriam do Cobalto até o Urânio com o subnivel "f" incompleto e deixando lacunas, bypassado o orbital "d", segundo a Teoria de Niels Bohr onde ("s" de sharp, "p" de principal, "d" de diffuse e "f" de fundamental). Sendo que, neste nivel "f" as ligações químicas ocorrem.
A origem do petróleo, estaria junto com a origem da Terra no seu resfriamento primordial, segundo as teorias do Lorde Kelvin e Laplace, a Terra teria sido formada quente e posteriormente sido resfriada. E o Sol estaria na metade da sua vida útil, com mais uns seis bilhões de anos de vida. Mas, quando isto acontecer, nós não estaremos mais aqui para assitir este fabuloso evento, talves o maior dos fenômenos naturais, segundo registros, o Sol está na metade da sua vida útil.
Mutatis mutandis, o homem no final da 4ª era glacial, abandonou o período Neolítico, não devido à faltas de pedras, mas devido ao fato de que as qualidades do Bronze serem muito melhores do que as das Pedras polidas, acredito que um processo análogo poderá ocorrer em relação ao Petróleo. O Carbono é o elemento em maior abundância na natureza, encontra-se na forma de petróleo, madeiras, xistos betuminosos, carvão, antracito, hulha, areias betuminosas como as encontradas no Canadá, enfim existe muitas possibilidades de se encontrar energia fóssil, e consequentemente, obter energia delas provenientes. O problema maior não está na quantidade disponível que estará sendo obtida destes combustíveis fósseis, considerados de baixa entropia e de alta utilidade, mas no seus efeitos byproducts, nos seus efeitos colaterais. Podemos ser lentamente envenenados, calcinados ou afogados como consequencias da intensa combustão do Carbono. Como já descrevi anteriormente um litro de gasolina fornece algo perto de 7500kcal por litro e poderá derreter até 90kg de gelo, aproximadamente, isto considerando a gasolina somente n-octano, em condições estequiométricas, ou condições teóricas. Mas, tem um grave "porém" nestas obtenções de energias fósseis através da combustão que deixa o homem escravo de suas magias, um aprendiz de feiticeiro, uma civilização escrava do Carbono e da sua Combustão, nas mais diversas formas e aplicações possíveis. É preciso enfatizar que todo os jazimentos de Carbono que utilizamos encontra-se na forma líquida ou sólida, e que após a sua combustão se libera uma imensa quantidade de CO2 e H2O na forma gasosa em condições adiabáticas, diz-se dum processo de transformação dum sistema em que não ocorrem trocas térmicas com o exterior, existe um aumento volumétrico considerável nesta transformação adiabática. Terceiro fato mal compreendido a Terra é um Sistema Fechado, isto precisa ficar bem compreendido sem sombras de dúvidas. A massa da Terra é crescente ao longo dos milênios, pois existem milhares de pequenos cometas que aportam na atmosfera contínuamente carregando água na forma de Gêlo, e ao lado das imensas quantidades de água que são liberadas na combustão dos veículos automotores, além dos aviões a jato, navios, trens a óleo diesel, e milhares de indústrias é algo muito significativo, que deverá ser apreciado.
Como consequências imediatas desta imensa quantidade de água temos o aumento das precipitações pluviométricas, com maior incidências de raios, em diversos pontos do planeta e como conseqüencia da liberação de todo este CO2 temos as mudanças climáticas acentuadas, cada vez mais violentas, como a que assistimos atualmente na Austrália. O aumento violento da temperatura tem causado incêndios no sul da Austrália e já mataram pelo menos 200 pessoas e destruíram mais de 14.000 casas no Estado de Victoria, segundo dados divulgados pelas autoridades no domingo, 8 de fevereiro de 2009. Soluções existem, porém a inércia da política e pesada burocracia do Estado só complicam o caminho das verdadeiras soluções, além do fato que a ignorância e a falta de informações precisas, imperam amplamente. Mas, os fatos das últimas décadas, demonstram que decisões precisam ser tomadas mais rapidamente, porque mesmo que haja vontade política de mudanças de rumo, existe um momento de inércia que poderá levar muitas décadas para ter efeito, algo como no filme "Titanic", onde o Comandante do navio "Titanic" que prevê uma eminente colisão, avista o iceberg, mas mesmo girando todo o curso do leme, o navio mantém a quantidade de movimento até a colisão fatal. A captação e fixação do CO2 não é uma tarefa fácil. A única forma conhecida é a fotossíntese através do plantio de árvores, porém caminhamos rápidamente em direção do problema, a devastação de florestas. Captar o CO2 já liberado na atmosfera é uma tarefa tão complexa como a de recolocar um perfume spray de volta no seu vidro, após ter sido utilizado, e isto após séculos de uso deste hipotético perfume. E a água, que se encontra na atmosfera na altura da camada de mistura, voltará com violentas precipitações e se evaporará novamente pelo calor do efeito estufa, isto infinitas vezes até que ocorra a estabilização do montante da energia térmica liberada pelo homem. Lembrando que os carros e fábricas são antes de tudo, máquinas térmicas e sempre deverão ser tratados assim, analisados sob o ponto de vista da Termodinâmica, que não são exatamente os mesmos ponto de vista Econômicos, ai reside o busilis que diferencia o preço e o valor de um barril de petróleo. Temos que imigrar da química do Carbono, a petroquímica, para e química do Silício, utilizada nas placas de captação de Energia Solar, também deveremos dar prioridades para as "Tecnologias Brandas", tais como a Energia Eólica, Energia das Hidroelétricas, (Cuidado !), estas dependem da estabilidade do clima, Energia das Marés e das Ondas, Energia Gravitacional e suas engenhosas aplicações, Energia Geotérmicas etc. O problema maior é que caminhamos aceleradamente em direção dos problemas e muito devagarinho, bem de mansinho, em direção das soluções destes problemas.
Allora, piano, piano, non se vá lontano...

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