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domingo, 14 de dezembro de 2008

Poema do Reflorestamento de Natal

Este poema de Natal é um dos melhores do nosso estimado Millôr Fernandes. Foi escrito em 1980, mas a realidade descrita é imutável ao longo do tempo, pode ser lido neste Natal de 2008, (Annus Horribilis), sem perder a sua essência. O Millôr Fernandes é um grande nome da Cultura Brasileira que consegue me surpreender desde 1968 quando começei a ser seu leitor. Millôr tinha uma página dupla no centro da revista semanal Veja que trazia seus poemas, desenhos, metáforas humorísticas e outros que táis, sempre uma surpresa, (que se escreve com "esse") embora a beleza (que se escreva com "z"), deste poema é sem igual. Um poema Sui Generis de um Natal sem igual. Coisas da língua portuguesa e da cultura brasileira, que nestes 51 Natais, ainda tento aprender...


Poema de Natal Reflorestamento do Millôr Fernandes

No Rio a gente sensata
Lutou por uma figueira
Mas não vi um democrata
Sair de sua banheira
Pra ver a causa mortal
Da árvore de Natal.

Dava bolas, não se lembram?
Dava velas multicores
Que iluminavam, na sala,
Uma breve noite sem dores.
Ainda existem, mas poucas;
Foram sendo destruídas
Pelo atrito entre as vidas

Foram sendo desprezadas
Pelas relações iradas.
E além disso, que má fé,
Eram banhadas apenas
Com lágrimas de jacaré.

Embora, entrando pelo tubo,
O povo, a todo momento,
Não lhe poupasse adubo;
Bosta de ressentimento.
Mas será que interessa
Em nome de uns inocentes

Crescer árvores inventadas
Pela imaginação das gentes
Sem utilidade prática
Frutificando presentes
(Que brotavam das raízes)

Só pra pessoas felizes?
Nunca vi martelo ou pua
Ou uma colher de pedreiro
Frutificar nessa árvore
Fosfatada com dinheiro.

Era uma coisa maldita
Pois a praga da aflição
Crescia mais do que ela
E sem darmos atenção
Foram-se acabando as mudas
Não houve renovação
E cercada de fome e medo
Morreu toda a plantação.

Pode ser, eu não sei não,
Pois há ainda outra versão;
Ante a violência urbana
A árvore ficou tristonha
E como não era humana
Morreu mesmo é de vergonha.

Contudo, sou da esperança,
Do "quem espera sempre alcança"
E por isso deixo aqui
Meu voto de confiança
O meu apelo final
À árvore de Natal:

Mais popular, mais comum,
Quero ver-te renascer
Para que, em oitenta e um, (ou será em 2009?)
Possam os pobres te comer.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Enchentes em Santa Catarina 'são reflexo de mudanças na Amazônia', diz Jornal Argentino 'Clarín'

Desmatamento da Amazônia já tem impacto no clima da região, dizem especialistas. As enchentes em Santa Catarina, que mataram dezenas de pessoas e deixaram milhares desabrigadas, são sinal de que o impacto do aquecimento global sobre a Amazônia já está tendo um reflexo sobre o clima da América do Sul, diz artigo na edição desta terça-feira 23 de Novembro de 2008, do jornal argentino, Clarín. "Começa então a se cumprir, muito antes do previsto, o que vêm advertindo os cientistas, entre eles os do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas. (...) As mudanças na floresta amazônica, em conseqüência do aquecimento global e da ação destrutiva do homem, já começaram a se fazer sentir no Cone Sul", diz o diário. "As tempestades em Santa Catarina, simultaneamente às fortes secas no Chaco, em Buenos Aires, La Pampa, Santa Fé e Córdoba" são citados pelo artigo como reflexos de mudanças na Amazônia. O Clarín ouviu dois especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) para explicar o fenômeno. Segundo o jornal, "o físico Antônio Ozimar Manzi afirmou: 'Esta zona (que inclui a selva no Brasil e mais outros oito países da região) é a principal fonte de precipitações na região'. E tudo o que acontecer modificará de maneira decisiva o clima no sul e no norte da América do Sul". Paulo Artaxa, também ouvido pelo jornal argentino, explica que "no céu da Amazônia há um sistema eficaz de aproveitamento do vapor d'água (...) mas a fumaça dos incêndios florestais altera drasticamente este mecanismo: diminui a formação de nuvens e chuvas em algumas regiões e aumenta as tempestades em outras". O Clarín conclui que "não é de se estranhar fenômenos como as inundações de Santa Catarina quanto a seca no norte, centro e leste da Argentina". "Não são castigos divinos, mas bem humanos." Fonte BBC-Brasil 25 de Novembro de 2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A Entropia e os Processos Econômicos

Ladies and Gents, pay attention please...

Hoje, dia 13 de Novembro de 2008, Lua Cheia, (de dinheiro!) , devemos ficar felizes. Senti firmeza na decisão da Comissão Européia na evolução dos nossos problemas estruturais no que tange a Crise Economica e Ambiental que atravessamos em todo o planeta. Temos uma oportunidade real e única de sair da Economia Linear na fabricação de vidros e inserir este segmento na Economia Cíclica. Ora, apenas quatro empresas produzem 90% do vidro para carros usado na Europa. A Comissão Européia - o braço executivo da União Européia - impôs nesta quarta-feira 12/11 uma multa de US$ 1,7 bilhão para as quatro empresas fabricantes de vidros para carros acusadas de formação de cartel. A multa é a mais alta já determinada pela União Européia para formação de cartel. Parabéns, ótima determinação. O que fazer com este dinheiro, onde aplicar este dinheirão de forma correta ? Usinas de Reciclagem de Vidro. Segundo o Lord Keynes, aquele do Well Faire State, o Estado deverá fazer aquilo que a iniciativa privada está negligenciando, e o setor das indústrias de vidro está uma vergonha. Encontramos vidros de para-brisas, garrafas que não são mais retornáveis, potes, frascos e outros milhares de produtos industrializados espalhados por todos os lados e cantos das cidades. Os catadores se negam a coletar estas garrafas e parabrisas porque tem baixo valor e alto peso de transporte, não vale a pena catar vidro, entenda-se "Alta Entropia" no Sistema. Tentarei explicar um assunto complexo de uma forma simplificada. Um para-brisas de automóveis quando recém fabricado possui alta utilidade e baixa entropia, tem alto valor agregado. Porém as matérias primas utilizadas são muito baratas e abundantes e os processos industriais se tornaram extremamente eficientes, os ganhos de eficiência foram enormes devido a lei da 'mais valia' aplicada desde os tempos dos Faraós no Antigo Egito, neste segmento. São 5000 anos da indústria de vidro sempre evoluindo. Então é preciso haver uma inversão na senóide da Equação da Produção ao longo do Tempo. O que chamamos de Economia Cíclica, que tem um enfoque completamente diferente da Economia Linear. Observe que para cada 10% de vidro reciclado adicionado na composição do vidro novo, haverá um ganho de energia de 4%, então se utilizarmos 100% de vidro reciclado, vindo dos cacos, teremos um ganho de 40% de economia no Standard de energia, isto é 40% menos de gastos em kilocalorias de energia, isto levará a economia energética e melhorias ambientais significativas, dados informados pelo Sr. Rildo da ABIVIDRO, a Associação Brasileira da Indústria do Vidro. Isso levará à uma diminuição da Entropia do Sistema. A Entropia é aquela pequena e misteriosa equação da Segunda Lei da Termodinâmica que poucos entendem, muitos perderam a aula, se esqueceram, ou a ignoram simplesmente. Porém o desconhecimento desta equação é algo perigoso, muito perigoso, e como sabem a Física não perdoa. Mas vamos em frente... A Equação S='k'.Ln(w) significa que a Entropia 'S', é igual a 'k', a constante de Boltzmann, vezes o logarítimo neperiano de 'w' e este 'w' é chamado de parâmetro de desordem de um dado sistema fechado. Neste 'w' é que mora o perigo, aí está o busílis das questões ambientais - todas elas -. Como fazia Jack, The Ripper, vamos por partes... Este número é positivo e crescente, num sistema fechado, a Terra. - E daí ? Daí que as indústrias de vidro trabalham com metas que se reportam nos Sistemas Lineares, sobra pilhas de para-brisas quebrados, e vidros por todos os lados. Mas, para onde vão ? Vão para os Lixões, cada dia mais cheios, complicados e caros de serem administrados pelas Municipalidade. Um para-brisa quebrado, nunca poderá ser considerado 'Lixo', é um material fora de lugar, um problema de Organização e Métodos, e o seu lugar correto é uma Usina de Reciclagem de Vidro, porque houve uma inversão termodinâmica, e a sua utilidade é mínima e sua Entropia é máxima. Caso contrário, se estes para-brisas acabarem nos Lixões, a natureza levará milhões de anos para Biodegradar a sua estrutura de silicatos e boratos, complexos de chumbo entre outros metais pesados extremamente estáveis e resistentes ao longo dos processos geológicos supérgenos, aqueles que ocorrem na superfícies terrestre, as chuvas, sol, chuvas, maresias, aquecimentos, resfriamentos, ventos, ações microbiológicas das algas, fungos, lichenes, atritos dos movimentos tectônicos, raios e mais trovoadas... Este enorme trabalho que a natureza faz para biodegradar todo o Lixo oriundo da ação antrópica, a causada pelo homem, chama-se 'Exergia' uma fórmula enorme que não vou colocar aqui neste espaço para não causar mal estar no leitor... Mas, sejamos otimistas, estamos caminhando na direção certa, bem devagarinho, bem de mansinho, mas as soluções ambientais estão saindo das pranchetas e das provetas. Amigo leitor, assim caminha a humanidade, espero que tenha um desfecho, melhor do que o filme do James Dean, e que haja tempo para consertar tantas coisas estragadas. Para quem desejar se aprofundar nesta indigesta matéria, sugiro que leiam Entropy and Economic Process do matemático e economista romeno Nicolas Georgescu Roegen, sua tese de doutorado, PhD pela Sorbonne, vale a pena...

Today's Fortune : You must not think me necessarily foolish because I am facetious, nor will I consider you necessarily wise because you are grave... And remember a small tip, In Physics, you don't have to go around making trouble for yourself - Nature does it for you...

UE multa fabricantes de vidro em US$ 1,7 bi por formação de cartel

Empresas produzem 90% do vidro para carros usado na Europa. A Comissão Européia - o braço executivo da União Européia - impôs nesta quarta-feira uma multa de US$ 1,7 bilhão para quatro empresas fabricantes de vidros para carros acusadas de formação de cartel. A multa é a mais alta já determinada pela União Européia para formação de cartel. As empresas multadas - Asahi, Pilkington, Saint-Gobain e Soliver - são acusadas de negociar regularmente a destinação dos suprimentos de vidro para montadoras de veículos entre 1998 e 2003 de forma a garantir que cada uma mantivesse a sua fatia do mercado. A comissária de Concorrência da União Européia, Neelie Kroes, disse que as empresas enganaram as montadoras de automóveis e os consumidores durante anos. "A Comissão determinou uma multa tão alta porque não pode e não vai tolerar esse tipo de comportamento ilegal", disse Kroes. Juntas, as quatro empresas respondem pela produção de 90% do vidro usado pela indústria automobilística na Europa, em um mercado de US$ 2,5 bilhões. A Asahi e a Pilkington afirmaram que decidirão o que fazer depois que tiverem acesso ao texto oficial da decisão. A Saint Gobain, que recebeu multa de 896 milhões de euros, a maior já imposta a uma única empresa, disse que a penalização era "excessiva e desproporcional" e que pretende recorrer da decisão.

Fonte BBC-News em 12 de Novembro de 2008

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O Ensino de Finanças no Brasil

Gostaria de demonstrar a minha admiração pelo povo da Grã Bretanha, a Inglaterra, Gales, Escócia, Irlanda do Norte e outras ilhas. Quantas contruibuições à cultura universal se deve aos seus brilhantes cidadãos, poderíamos citar alguns como Lorde Kelvin, Lord Keynes, Sir Cavendish, Sir Ernest Rutherford, Sir Issac Newton, The Beatles, Rollings Stones entre outros grandes nomes do mundo das ciências, artes, esportes. Seria cansativo enumerar seus feitos e contribuições, mas a Grã Bretanha sempre foi simpática e geradora das inovações nos vários campos das ciências e artes e o seu legado é considerável. O Ensino de finanças na Inglaterra, no primeiro e segundo grau é uma daquelas idéias simples, inovadoras e de enorme impacto social positivo, no médio e longo prazo. Sempre achei esta idéia muito importante, somente quando deparamo-nos com uma crise econômica como a que se aproxima, observamos que a maioria das pessoas nada sabem, ou sabem muito pouco sobre finanças, orçamentos, licitações, juros simples, juros compostos, tabela price, um orçamento doméstico básico, do tipo: receita menos depesa é igual a lucro (poupança) ou entra-se no vermelho (Cartões ou Cheque Especial). E, para dificultar as coisas, o Economês é um idioma muito complexo, em que os meios de comunicação em nada facilitam para torná-lo mais acessível, para uma audiência bastante confusa com os fatos. Os pais, sabem o grande impacto da entrada das crianças e adolescentes no capitalismo selvagem em que vivemos, uma profunda tranformação dos até então "anjos" que se transformam em "pequenos demônios" que tudo exigem e nada compreendem dos limites das possibilidades. Talvez este ensino devesse estar incluído na matéria de Filosofia, por que não ? No Estudo da Permanência e das Transformações propostos incialmente por Platão e Aristóteles, podemos exemplificar que os preços dos Automóveis, Combustíveis, Eletrodomésticos, Brinquedos, Alimentos, Aluguéis que sofrem Transformações, sobem de preço constantemente, que entram em colisão com o mundo dos desejos ao se deparar com a Permanência dos Salários sempre muito estáveis. Este conflito do Universos das Permanências e das Transformações sofre impactos com a Realidade de forma muito intensa e radical quando os salários desaparecem com os desempregos, daí sim os Orçamentos sofrem impactos ainda maiores e a compreenção de toda a família deverá ser mais forte do que toda as adversidades, para enfrentar a crise da melhor forma possível. Existe a necessidade de se buscar na teia social as soluções, na Religião, nas Organização de Classe, e o Estado, este deverá se mexer mais, para queimar as kilo/kalorias excedentes e propor novas soluções criativas. É importante lembrar a função do Estado do bem estar social o Well faire State proposto pelo Lord Keynes. O Estado deverá fazer somente aquilo, e da melhor maneira possível, o que a Iniciativa Privada não está fazendo direito. Se a iniciativa privada está demitindo caberá ao Estado buscar novos projetos, novas ações mobilizadoras para mobilizar a população inativa na geração de novas riquezas, aí advém a importância do Crédito Qualificado, e seguramente a crise que vivemos é devido ao fato do amplo desconhecimento entre " Preço e Valor ". Uma coisa muito simples mas que poucos sabem descrever, este até poderia ser um tema de redação para vestibulares... "Defina a diferença entre Preços e Valores num determinado Sistema Econômico". Quantas abobrinhas sairiam destas provas, obrigando os Professores a tomar um comprimido de Super-Hist e um copo de Sal de Frutas antes de iniciar as correções. Mas, voltemos ao Ensino de Finanças no Primeiro e Segundo grau, ou melhor, no Ensino Fundamental, é mais uma grande idéia da Grã Bretanha, - Salve os Ingleses -, ou melhor "God Save The Queen"... Ora, precisamos adotar estas boas idéias aqui no Brasil também. Hoje em dia, se um sujeito mediano desejar saber um pouco de finanças deverá apelar para o auto didatismo bem custoso, ou para um mini-curso com uma calculadora do tipo HP12C ou vai apanhando e aprendendo pela vida afora mesmo, que é o mais comum. Nosso ensino fundamental está defasado em muitos aspectos, e não é só em finanças não, pouquíssimas pessoas sabem explicar a diferença entre Sistemas Cíclicos e Sistemas Lineares, Visão Sistêmica e Visão Pontual, Pensamento Binário e Pensamento Holístico, e nem se fala quando se trata de Fluxos de Massa e de Energia, Logística, Universos Paralelos, e outros tantos assuntos importantes.
Houve avanços significativos na quantidade de oferta de vagas no ensino fundamental, mas na qualidade do ensino, estamos muito aquém do que se espera de um país como o Brasil. Nosso ensino é muito fraco, tão fraco que está doente, também muito deficiente nas Vitaminas do Complexo B. Não vou falar da Vitamina K das Bananas que são distribuidas na Inglaterra para os alunos antes das provas, para não ficar um ensaio muito prolixo que já se extendeu por demasia, então acho melhor ir encerrando o assunto por aqui mesmo.

Crise leva crianças britânicas a receber aulas de finanças

Cada vez mais pais discutem questões financeiras em frente dos filhos. Um novo projeto do governo britânico, no valor de 11,5 milhões de libras (cerca de R$ 42 milhões) vai instituir aulas de educação financeira nas escolas. O programa, batizado de My Money (Meu Dinheiro, em tradução livre) será instituído para alunos do ensino primário e secundário e vai abordar assuntos como dívidas e usos para o dinheiro. Uma pesquisa encomendada pelo governo para marcar o lançamento do programa sugere que as crianças estão cada vez mais a par da crise mundial, pois os pais discutem as finanças de forma mais aberta. A pesquisa Populus ouviu mil pais e filhos, crianças entre sete e 15 anos, no final de agosto, e descobriu que 70% deles estão discutindo mais a situação financeira do que no mesmo período de 2007.
Sem férias
Um terço das famílias pesquisadas optou por não viajar nas férias de 2008 e 62% simplesmente cortou as refeições prontas ou em restaurantes. Cerca de 36% dos pais pesquisados estão fazendo compras em supermercados mais baratos e outros 19% planejam fazer isto no futuro. Mais da metade, 56%, dos pesquisados cortou hábitos como ir ao cinema. As conversas a respeito das finanças da família também foram abordadas. 77% dos pesquisados afirmaram que normalmente tentariam evitar a exposição dos filhos às preocupações financeiras. Entre os ouvidos, 30% evitaram o assunto em casa e, entre estes, um quarto afirmou que a razão era que a infância deveria ser uma idade sem preocupações. "Esta pesquisa demonstra que é mais importante do que nunca que os jovens estejam totalmente preparados com confiança, habilidades e conhecimentos para administrar seu dinheiro de forma eficaz, agora e quando forem adultos", afirmou o Ministro para Crianças, Escolas e Famílias, Ed Balls.
Oportunidade
A organização de caridade Finance Education Group está liderando o programa. "As mudanças nos gastos que muitas famílias estão fazendo podem significar uma oportunidade de iniciar as conversas em casa e falar sobre formas práticas de administrar o dinheiro", afirmou Wendy van den Hende, presidente executiva da organização. "Aulas de finanças com relevância na vida real são de grande importância para o programa de educação financeira My Money", acrescentou. O programa do governo está em sua fase de pesquisa e, no momento, está fazendo um levantamento de quais aspectos das finanças estão sendo cobertos nas escolas britânicas atualmente. Fonte BBC-News

domingo, 9 de novembro de 2008

Morar perto de parques 'melhora saúde' de ricos e pobres

Pessoas tendem a usar áreas verdes quando tem acesso. Morar perto de parques ou outras áreas verdes ajuda a melhorar a saúde das pessoas, independentemente da classe social, sugere um estudo publicado na revista acadêmica The Lancet. Cientistas da Universidade de Glasgow analisaram os certificados de óbito de 366.348 pessoas na Inglaterra entre 2001 e 2005 para verificar a ligação entre diferentes causas de morte e acesso a áreas verdes. Eles descobriram que em regiões onde há mais áreas verdes, a diferença entre ricos e pobres em relação às condições de saúde caía quase pela metade. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que usar parques e áreas verdes para caminhadas e outras atividades ajuda a combater a pressão alta e reduz os efeitos danosos do estresse. "Nem todo mundo tem o mesmo acesso a áreas verdes, mas quando as pessoas têm acesso, elas tendem a usá-las, independentemente da classe social a que pertencem (e) isso tem um impacto direto na sua saúde", disse o pesquisador Richard Mitchell. Mitchell afirmou que medidas para reduzir a desigualdade entre ricos e pobres ainda são necessárias, mas que o governo deveria levar a pesquisa em consideração ao planejar áreas urbanas.
Fonte BBC-News 7 de Novembro de 2008

sábado, 8 de novembro de 2008

A Reciclagem do Concreto e Sobras de Construção

A ASTM apresenta um método proposto para a determinação do teor de argamassa no Concreto Residual Agregados reciclados, RCA em inglês (Recycled Concrete Aggregates) . A reciclagem de concreto a partir de demolições das estruturas e prédios existentes e a sua utilização como agregados reciclados de concretos (betão, RCA's) em concreto estrutural de grau têm benefícios economicos e ambientais significativos. Atualmente, apenas uma pequena parte do resíduo é reutilizado em concretos na construção civil, enquanto grande parte dela é utilizada como pavimentação devido ao custo básico, ou enviados para aterros destinados para sua eliminação, os lixões, cada dia mais saturados além de difícil e cara administração pelas Prefeituras Minicipais. Todavia a falta de confiança nas propriedades do material do concreto produzido com RCAs é geralmente a principal razão para a sua sub-utilização em concreto estrutural. Tem sido demonstrado na literatura que a quantidade do resíduo de argamassa anexado ao concreto original (ou material "virgem") agregado partículas é um dos fatores que afetam as propriedades de resistência mecânica do material tipo RCA's. Portanto, antes de usar RCA's no novo concreto, é fundamental saber que o teor residual da argamassa (RMC), deverá ser determinado com precisão; porém, atualmente não existe um procedimento padrão para determinar esta quantidade. Neste documento, da ASTM foi proposto um método experimental para determinar a RMC de RCA's. O método inclui uma combinação de ensaios mecânicos e físico-químicos e salienta que a argamassa residual desintegra-se e destrói o vínculo entre a argamassa e os agregados naturais. As tensões mecânicas são criadas através do sujeição do RCA em uma ação de congelamento e descongelamento, enquanto que, a degradação química é conseguida através da exposição da RCA para uma solução de sulfato de sódio. Os resultados do ensaio proposto neste procedimento são válidados por meio de análises que abrangem imagens da estrutura micro-cristalina. Com esta abordagem proposta, a argamassa adicionada residual pode ser adequadamente removida, e o teor residual da argamassa poderá ser determinado corretamente.
Fonte ASTM, Resumo (Abstract) de Abbas A, G Fathifazl, Burkan Isgor O, Razaqpur AG, Fournier B, Foo S (Recebida 2 de março de 2007; aceita em 27 de novembro de 2007) REVISTA JAI - ASTM Palavras-chave: agregados reciclados betão, argamassa teor residual, análise de imagens. ver ABCP e ABNT

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Horário de verão aumenta risco de infarto, diz estudo

Hora de sono perdida com horário de verão traz riscos ao coração. Adiantar os relógios em uma hora por causa horário de verão aumenta o risco de infartos, alerta um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Karolinska da Suécia. Segundo o estudo, publicado no New England Journal of Medicine, os casos de infarto do miocárdio aumentam cerca de 5% na semana seguinte ao ajuste dos relógios – principalmente nos três primeiros dias. “A hora de sono perdida e os conseqüentes distúrbios de sono que isto provoca são as explicações mais prováveis”, disse Imre Janszky, um dos pesquisadores envolvidos no estudo. Em entrevista à agência de notícias sueca TT, outro cientista ligado ao estudo chegou a sugerir o fim dos ajustes anuais dos relógios. “Talvez seja melhor adotar o horário de verão durante todo o ano, em vez de ajustar os relógios duas vezes por ano. Este é um debate que está ocorrendo atualmente”, disse o Dr. Rickard Ljung. Com base no registro de infartos na Suécia desde 1987, os cientistas do Instituto Karolinska chegaram às conclusões do estudo após examinar as variações na incidência de ataques cardíacos durante os períodos de ajuste dos relógios, no início e no fim do horário de verão.
Sono a mais
Os cientistas também observaram que o reajuste dos relógios no fim do horário de verão (que na Suécia ocorre sempre no último domingo do mês de outubro), que é sempre seguido por um dia de uma hora extra de sono, representa uma leve redução do risco de infartos na segunda-feira seguinte. A redução no índice de ataques cardíacos durante toda a semana que se inicia, no entanto, é significativamente menor do que o aumento registrado no início do horário de verão. Estudos anteriores demonstram que a ocorrência de infartos é mais comum às segundas-feiras. Segundo os cientistas do Instituto Karolinska, o ajuste dos relógios no horário de verão oferece outra explicação para este fato. “Sempre se pensou que a causa da maior incidência de infartos às segundas-feiras fosse principalmente o estresse relacionado ao início de uma nova semana de trabalho. Mas, talvez outro fator seja a alteração dos padrões de sono ocorrida durante o fim de semana”, observou o Dr. Janszky. Os cientistas explicam que os distúrbios do sono produzem efeitos negativos no organismo humano e alertam que níveis elevados de estresse podem desencadear um ataque cardíaco nas pessoas que se situam em grupos de risco. “Pessoas mais propensas a sofrer um infarto devem viver de maneira saudável, e isto inclui ciclos regulares de sono durante toda a semana”, diz Rickard Ljung. “Como um cuidado extra, podem talvez também relaxar mais nas manhãs de segunda-feira”, acrescentou ele.
Os cientistas suecos esperam que o estudo possa aumentar a compreensão sobre os impactos que as alterações dos ritmos diários do organismo podem ter sobre a saúde humana. “Cerca de 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo são expostas todos os anos aos ajustes dos relógios, mas é difícil generalizar a ocorrência de infartos do miocárdio que isto pode provocar”, observou Ljung.

Fonte Claudia Varejão Wallin - De Estocolmo para a BBC Brasil

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O Som das Estrelas


Via Láctea
"Ora (direis) ouvir estrelas!
Certo Perdeste o senso!
"E eu vos direi , no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A Via-Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas?
Que sentido
Tem o que dizem,
quando estão contigo?"
E eu vos direi :
"Amai para entendê-las!"
"Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."
- Olavo Bilac -

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Usinas Hidroelétricas podem ser Postos de Hidrogênio

Como vimos na matéria abaixo, os carros movidos a Hidrogênio já sairam das prancheta e são uma realidade. O problema é criar postos de abastecimento de Hidrogênio para que estes veículos possam ser produzidos em maior escala. As Usinas Hidroelétricas, normalmente à noite, depois do horário de pico, tem um aumento da Potência Reativa na sua Geração, e uma diminuição da Potência Ativa, devido a diminuição da demanda e a resistência oferecida nas linhas de transmissão. Recapitulando o Triângulo de Potência, este pode ser decomposto vetorialmente em Potencia Ativa (eixo x) medida em KVA, Potência Reativa (eixo y) medida em KVAR e Potência Total (a hipotenusa deste triângulo retângulo) medida em KW. Consideramos que a Potência Reativa está em atraso vetorialmente num ângulo de 90º em relação à Potência Ativa, portanto o ideal para as concessionárias é que o Coseno (phi) seja o maior possivel, ou o mais próximo da unidade, atualmente pratica-se valores próximos a 0,92. Porém de madrugada, quando a Potência Ativa cai, as Usinas Hidroelétricas tem uma disponibilidade de Potência Reativa que poderá ser utilizada, no local da geração para produzir Hidrogênio pelo processo convencional da Eletroquímica. Assim, a geração do Hidrogênio poderá ser ampliada e servir como um combustível alternativo aos combustíveis fósseis de forma competitiva. Estes veículos poderiam servir às próprias concessionárias de energia de forma experimental até que venham a se popularizar. A armazenagem do Hidrogênio exige cuidados especiais devido a sua explosividade, porém é uma tecnologia muito bem dominada pela empresa White Martins (divisão Praxair), que acredito ser o único fornecedor e produtor deste gás, que tem diversar aplicações na indústria de margarinas hidrogenadas, fábricas de vidro entre outras aplicações diversificadas.

Carros Ecológicos


A fabricante japonesa de automóveis Honda começou a produzir nesta segunda-feira os primeiros carros movidos a hidrogênio para serem vendidos no mercado americano em julho, e a partir de setembro no Japão.
O carro de tamanho médio para quatro pessoas, chamado FCX Clarity, é movido a hidrogênio e eletricidade, emitindo apenas vapor d’água. Segundo a Honda, veículo oferece três vezes mais eficiência em termos de combustível do que um carro convencional, movido a gasolina. A Honda planeja produzir cerca de 200 unidades nos próximos três anos, que serão vendidas em contratos de lease por três anos, a um valor de US$ 600 por mês, que inclui seguro e manutenção. Uma das maiores dificuldades para o uso em larga escala dos carros movidos a hidrogênio é a falta de postos de abastecimento. A empresa já havia produzido dez gerações de carros movidos a células de energia, e têm veículos experimentais em uso em todo o mundo. O Carro começará a ser vendido no sul da Califórnia, no mês que vem (Novembro de 2008).

Japoneses inventam carro movido a água

O carro é movido a energia gerada a partir da água. A empresa japonesa Genepax apresentou na quinta-feira um protótipo de um carro movido a água. A água é colocada no tanque e um gerador transforma o hidrogênio que retira da água em energia. Segundo a empresa, com um litro de água, o veículo consegue andar a 80 km/h por uma hora. A Genepax agora espera firmar um acordo com alguma montadora japonesa para começar a fabricar o carro. (Modelo azul na foto à direita) Fonte BBC News 13 de julho de 2008.

domingo, 19 de outubro de 2008

Jamaica investiga roubo de centenas toneladas de areia de praia

Uma boa praia é vista como um bem valioso para um hotel na Jamaica. A polícia da Jamaica está investigando o roubo de centenas de toneladas de areia de uma ilha na costa norte da ilha. Em julho, descobriu-se que foi removida areia diante de um resort em fase de planejamento na praia de Coral Spring. O volume era suficiente para encher um caminhão 500 vezes. Segundo detetives, entre os suspeitos estão funcionários do setor de turismo, porque uma boa praia é vista como um bem valioso para hotéis na ilha caribenha. Mas como não houve prisões até o momento, a polícia está sendo alvo de críticas e há quem fale em acobertamento.
'Investigação complexa'
A praia em Coral Springs tinha 400 metros de areia branca. Ela deveria formar parte de um complexo hoteleiro bilionário. O roubo, contudo, fez com que os empreiteiros congelassem o projeto.
Retirada ilegal de areia é um problema na Jamaica. Tradicionalmente, as pessoas constróem suas próprias casas e há uma grande demanda por material de construção. Mas o grande volume e o tipo de areia levado da praia em Coral Springs levantou suspeita sobre a própria indústria hoteleira. O desaparecimento da areia foi considerado tão importante que o primeiro-ministro da Jamaica, Bruce Golding, também se interessou pelo caso e ordenou um relatório sobre como a areia foi roubada, transportada e, supostamente, vendida.
Três meses se passaram e ainda não apareceram culpados. O Partido Nacional do Povo, o principal da oposição, sugeriu que algumas pessoas acham, agora, que houve um acobertamento. Mas o vice-comissário da polícia jamaicana, Mark Shields, insistiu que esta "é uma investigação muito complexa porque envolve muitos aspectos". Ele disse que precisam ser descobertos os receptadores da areia roubada, caminhões de transporte, organizadores da operação, e admitiu que há suspeita de que pode haver um conluio entre alguns policiais e os ladrões. Estão sendo realizados testes de perícia em amostras de outras praias da costa para verificar se alguma delas tem areia do mesmo tipo que a roubada.
Nick Davis De Ocho Rios (Jamaica) para a BBC News
Comentários sobre as areias roubadas da Jamaica
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Há exatamente três meses em 18 de Junho de 2008 , postei neste blog sobre Ecologia Urbana, os cuidados que se devem ter quanto ao uso das areias brancas das praias. A questão parece menor, mas não é. O que houve na Jamaica foi um grave crime ambiental que merece ser investigado e reparado de forma correta. Se a enorme quantidade de areia roubada foi para fins de engorda de alguma praia nas localidades, deverá retornar ao se local originário. Se foi roubada para fins de construção civil, pior ainda, não é adequada para estes fins.
O local que foi escavado para a retirada das areias, estará sujeito à dinâmica das marés, e ficará sujeito às erosões e avanço do mar em locais que eram inacessíveis, inclusive podendo ameaçar construções civis nas proximidades. Estes tipos de crime ambiental não podem ser vistos de forma superficial e inconseqüente. Deve ser investigado e reparado, pois as prais da Jamaica são parte do seu patrimônio natural e não há preço que pague uma agressão deste tipo. A deterioração das praias desta maneira inconseqüente poderá ter sérias conseqüencias para a economia, para o turismo, e para a qualidade das construções civis no curto prazo. Esperamos que as autoridades da jamaica sejam rigorosas nas investigações e nas correções que o caso merece.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Combate à poluição atmosférica exige soluções criativas

'Rodízio de automóveis pode piorar poluição atmosférica'
O rodízio de automóveis para diminuir a poluição do ar nas grandes cidades pode ter o efeito contrário ao desejado, especialmente quando aplicado em centros urbanos da América Latina. A opinião é do cientista chileno Luis Cifuentes, professor do Departamento de Engenharia Industrial e de Sistemas da Pontifícia Universidade Católica do Chile e especialista no combate à poluição atmosférica.Mas ele afirma que isso não significa que é impossível encontrar soluções baratas para o problema da poluição atmosférica nas metrópoles latino-americanas.Segundo Cifuentes, um exemplo que já vem dando certo em alguns países é a promoção do uso do gás natural como combustível.Em um balanço geral, ele afirma que a situação vem melhorando no que diz respeito à qualidade do ar nas grandes cidades latino-americanas. “Mas isso está ocorrendo mais lentamente do que esperávamos”, afirma o cientista chileno.

Rodízio

De acordo com Cifuentes, estudos mostram que o rodízio de automóveis acaba incentivando as pessoas a comprar mais carros, para poder usá-los em dias diferentes e não ter que procurar alternativas de transporte.Ele diz que a situação é mais complicada na América Latina porque os carros novos costumam ser caros nessa região.O fato de que os veículos acabam tendo uma maior vida útil porque muitas pessoas não têm dinheiro para trocá-los significa um empecilho a mais para o combate à poluição atmosférica. Ainda mais se os carros comprados para "burlar" o rodízio também forem de mais idade."Os carros são usados por mais tempo, e, quando ficam mais velhos, naturalmente poluem mais. É uma situação diferente da observada na Europa e nos Estados Unidos", afirma. "Por isso é necessário buscar alternativas diferentes para a América Latina."Outra idéia sugerida com freqüência por ambientalistas é incentivar o uso de bicicletas como meio de transporte. Mas a medida também é vista com ceticismo pelo cientista chileno."Esse sistema funciona bem em cidades como Copenhague, na Dinamarca, que são pequenas", diz ele. "Nas megacidades, como as que temos na América Latina, as pessoas têm que viajar grandes distâncias, e a idéia tende a não atrair muita gente."Soluções variadasSegundo ele, há várias formas de combater a poluição do ar – algumas mais caras, outras mais baratas, e elas devem ser analisadas pelos governantes na hora de planejar o combate ao problema.Entre as soluções baratas estaria, por exemplo, promover o maior uso do gás natural como combustível.
Poluição aumenta casos de problemas respiratórios

Em Santiago, antigamente as padarias queimavam lenha em seus fornos", diz Cifuentes."Mas os padeiros trocaram a lenha pelo gás natural e perceberam que ficava ainda mais barato. Depois as indústrias seguiram o mesmo caminho." Já as medidas mais caras incluem a renovação da frota de veículos e a melhoria e ampliação do sistema de transporte público.Cifuentes diz que os governantes dos países em desenvolvimento precisam saber equilibrar a necessidade de lutar contra problemas mais urgentes, como a fome e o analfabetismo, e enfrentar desafios como o da poluição, que pode ter efeitos danosos a longo prazo."

A contaminação gera custos na área da saúde.

Na região de Santiago, por exemplo, de 0,4% a 2% do PIB local é gasto no tratamento de pessoas que desenvolvem problemas por causa da qualidade do ar", explica.MelhoriaApesar dos problemas, Cifuentes – que já realizou estudos em Santiago, em São Paulo e na Cidade do México, entre outras cidades – acredita que a poluição do ar nas grandes cidades latino-americanas está diminuindo."Em todas as cidades houve reduções, mas isso vem ocorrendo mais lentamente do que esperávamos.”, diz ele.“Em São Paulo e na cidade do México, por exemplo, as maiores diminuições na emissão de gases poluentes ocorreu nos anos 1980."Santiago, São Paulo e a Cidade do México aderiram a uma iniciativa pelo ar limpo em cidades da América Latina, que conta com o apoio do Banco Mundial e que prevê a implementação de metas de redução na emissão de poluentes.A Cidade do México, em especial, é reconhecidamente uma das mais poluídas do mundo. Segundo dados do Banco Mundial, cinco milhões de toneladas de poluentes são despejadas na atmosfera todo ano na capital mexicana. Cifuentes acredita, porém, que está chegando o momento de os governantes tomarem decisões mais difíceis, investindo mais dinheiro para reduzir o problema, porque as soluções mais em conta têm um efeito limitado.Neste sentido, a capital chilena, que conseguiu alguns avanços, pode ser vista como um exemplo por outras cidades da região."Um dos problemas em Santiago é que as medidas mais baratas e fáceis para reduzir a emissão de poluentes já foram tomadas. Agora é preciso implantar as medidas mais caras."Luis Cifuentes afirma ainda que, para que qualquer projeto para diminuir a poluição de ar nas grandes cidades tenha sucesso, é imprescindível que a população lhe dê apoio. "A participação dos cidadãos é fundamental", diz ele. Fonte BBC News 09 Setembro de 2002

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Britânicos usam esgoto como fertilizante

Fertilizantes de origem humana custam 20% do produto convencional.

Fazendeiros britânicos estão optando em cada vez maior número pelo uso de dejetos humanos para fertilizar suas plantações. O custo do fertilizante convencional - que está ligado ao preço do petróleo - disparou no último ano. Mas muitos proprietários de terras estão adquirindo o material humano de companhias de tratamento de esgoto que não têm mais autorização para despejá-lo no mar. A empresa Severn Trent Water, que fornece esgoto para a agricultura, disse que nem consegue atender à demanda. Jonathan Barrett, que tem 4,5 mil acres com plantações em Norfolk, no nordeste da Inglaterra, disse que fertilizantes humanos custam apenas 20% do preço do produto convencional.
Mau cheiro
Mas Barrett admite que recebe alguns vizinhos reclamam do mau cheiro de sua fazenda. "Nós estamos fazendo um esforço para misturá-lo bem ao solo", afirma. "Se nós recebemos reclamações, nós voltamos aqui e trabalhamos para que ele (o fertilizante humano) se incorpore um pouco mais ao solo." Dejetos humanos podem ser usados na agricultura, mas não na plantação de vegetais que servirão para saladas, de frutas e aqueles cuja raíz é consumida. Tony Martindale, gerente de reciclagem da estação de tratamento Seven Trent Water, que fornece 600 mil toneladas de dejetos a fazendeiros todos os anos, diz que houve um aumento de 25% da demanda em relação a anos anteriores. Todos os esforços estão sendo feitos para que não haja risco para a saúde humana, disse Martindale, insistindo que 99% dos microorganismos nocivos são mortos no processo de tratamento. O esgoto vendido também é testado em laboratórios para garantir que eles não contenham metais pesados e não foram registrados casos de pessoas afetadas pelo produto, acrescentou Martindale. - E o mau cheiro? O gerente da Seven Trent Water diz que a empresa está se esforçando para minimizar o problema. "Nós sempre levamos em conta a direção do vento", afirma.

Fonte Anna Hill da BBC News

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Os Caranguejos

Os caranguejos vivem nos manguezais e de forma muito semelhante se comportam como as coligações políticas que estamos vendo. Observe que os crustáceos se agarram todos em volta de um caranguejo maior, que é o candidato principal da coligação, se é que isso se possa chamar de coligação ou é uma caranguejada? O leitor e eleitor amigo pode fazer uma experiência. Vá até Paranaguá e tente pegar um caranguejo só, é impossível, eles vem todos agarrados em fieiras. Esta turma vai inchar o serviço público de uma forma impressionante. O que vemos são grupos hegemônicos que desejam se perpetuar no poder eternamente, não está sendo discutido nada de importante e o que se promete é um continuísmo e uma forma de governar nada democrática. O nosso serviço de saúde pública é uma ficção, existem unidades de saúde, as US , mas faltam médicos, faltam equipamentos, um ecografia chega a demorar 6 meses, um especialista endócrinologista quase um ano. Um atendimento muito precário, quando chega a sua vez, o paciente demora segundos para ser atendido. E estas mesmas pessoas que agendam estas consultas são candidatos a vereador fazendo uso da máquina de uma forma vil. Todas as pessoas que desejarem se candidatar a algum cargo, deveria se afastar do serviço público um ano antes das eleições e não ter garantias de retôrno às suas antigas funções, caso contrário estamos criando grupos hegemônicos dentro do serviço público de uma forma nada democrática. Quanto aos transportes públicos estão a beira do colapso e não estão fazendo nada de significativo para solucionar o aumento vertiginoso dos automóveis dentro da grande Curitiba. Está na hora de devolvermos as Cidades para os pedestres, cidades humanizadas, com o seu design feito para o bem estar das pessoas, os cidadãos devem fazer valer a sua importância diante dos automóveis. O Partido Verde tem candidatos com boas idéias, temos soluções sobre os terminais intermodais, que incluem as ciclovias, recuperação de áreas degradadas ribeirinhas ao Rio Belém, são projetos exequíveis. Nada de tão extraordinário que não possa ser feito por uma Prefeitura que gasta milhões de reais em publicidade e propaganda, para demonstrar um governo que é uma verdadeira ficção. Assim como as creches e a nossa educação fazem parte de um filme de ficção, esse pessoal que acha Curitiba tem o melhor serviço público do mundo, ou não conhece Curitiba ou não conhece o mundo, chega de ficção, o Sr. Beto Richa só poderá falar de Transportes Coletivos se ele pegar pelo menos uma semana de Ônibus nas principais linhas na hora do rush, só vai saber como está o Serviço de Saúde se fizer um tratamento prolongado, e a educação ele deverá colocar seus filhos e parentes para saber como anda os serviços. Amigos leitores e eleitores, se não desejarem votar nos nossos candidatos do Partido Verde, votem nos da frente do PT e do PMDB, a Gleise e o reitor Moreira são pessoas dignas, também tem boas propostas e poderam promover alguma transformação, mas não votem neste continuísmo que aí está. A nossa Câmara Municipal é uma câmara envelhecida, que precisa de renovações. A reforma político partidária se faz necessária para evitar estes conglomerados de caranguejos, que não tem ideologia nenhuma, impossível tirar um denominador comum de um grupo tão heterogêneo nas suas propostas. Analise a coligação PSDB, PSB, PDT, PP, PPS, DEM, PR, PSDC, PRP, PTN, PSL o locutor da rádio chega até se engasgar para pronunciar tantos PQP... Está na hora de dar um jeito nestas siglas de aluguel. Os partidos que não tem um número mínimo de representatividade deveriam ficar fora, querem se ajuntar com o PSDB ? Se filiem no partido dos Ranphastos Toco, peguem a carterinha de Tucano, ou apresentem candidatura própria ou se filiem no Partido principal, mas não fazer estas coligações que mais parece uma caranguejada. Como todos sabem, estes caranguejos acabam na panela, que já está do tamanho de um tacho.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Guarda-chuvas infames e descartáveis ? Rejeitar !

Senhoras e Senhores :

Hoje 13 de Agôsto de 2008, quarta-feira chuvuosa em Curitiba. Continuando a nossa luta inglória em defesa do meio ambiente, falaremos sobre um item da nossa política dos 4 R's : Rejeitar. Sim, precisamos rejeitar com urgência estes guarda-chuvas "Made in China" que são vendidos a baixo preço porém de péssima qualidade. Quantos guarda-chuvas virados ao vento, com varetas quebradas ou com panos soltos acabei de quebrá-los num poste, numa árvore ou num muro, num acesso de ira contra os produtos vagabundos. Não sei porque o Brasil precisa importar tantas bugigangas do China. Um país que não consegue a sua auto-suficiência na fabricação de Guarda-Chuvas não pode almejar a fabricação de Veículos Lançadores de Satélites, os VLS, é uma iniqüidade importar tamanha quantidade de quinquilharia da China. Um país que tem uma matriz de custos e valores socio-econômicos completamente diferente da nossa realidade, e paga salários vil aos seus trabalhadores ? Mas, também tenho uma pergunta insolente sobre esta questão: O que o INMETRO está fazendo para fiscalizar a entrada destes produtos de péssima qualidade e colocar o seu selo grudento de qualidade aferida ? Nada de neres, são burocratas que se encostam em pachorrentos cargos, verdadeiras sinecuras, e quando aparece algum serviço que lhes tirem do sono profundo, quase um estado de coma, normalmente costumam terceirizar as tarefas em condições bem diferentes das recebidas por funcionários estatutários. As pessoas precisam exigir mais deste Instituto, solicitar que verifiquem a qualidade destes guarda-chuvas, telefonar para a Gerência de Fiscalização de Produção para verificar se a qualidade está com a conformidade avaliada. Possivelmente vão tranferir a ligação para outro setor, ou dar uma desculpa que este assunto está em tramitação no Congresso, ou que o Senado ainda não se posicionou, vão jogando Volley com as suas responsabilidades. Precisamos exigir mais qualidade do que está sendo importado e vendido. Estes produtos estão acabando com muitos empregos aqui no Brasil. A industria brasileira já fabricou guarda-chuvas de qualidade e precisa ser protegida contra esta enxurrada de produtos de péssima qualidade. Uma sombrinha ou guarda chuva de boa qualidade pode durar muitos anos, já tive alguns assim. São produtos que preservam a qualidade ambiental. Um guarda chuva novo de boa qualidade tem alta utilidade e baixa Entropia , um guarda chuva "Made in China" ruim tem baixa utilidade e alta Entropia, são descartáveis. Todos acabarão nos lixões que somados aos outros lixos demorarão muitos anos para se biodegradarem em moléculas inócuas de sais minerais. Este trabalho total que a natureza faz, em termos de transferência de energia, em termodinâmica chama-se de Exergia. É preciso enfatizar que a rejeição de produtos de baixa qualidade faz parte de um programa de economia sustentável. Caso contrário, como resultante do capitalismo febril do século 21 seremos soterrados pelo lixo, tamanha quantidade, e variedade em profusão. É preciso enfatizar que as empresas, quando fabricam produtos de qualidade, estão ajudando a preservação do nosso meio ambiente.

sábado, 2 de agosto de 2008

Economia versus Ecologia

Hoje, 2 de Agosto de 2008, Lua Nova, muito adequada para uma revisão da matéria dos conflitos entre a Economia e a Ecologia, procurarei ser sucinto e breve, pois o tema poderia render muitas teses e antíteses também. Os problemas ambientais são decorrentes da relação competitiva "homem versus homem", a luta pela sobrevivência no Capitalismo do Século 21, o homem como predador do homem, segundo previa o seu Carlos Marques (ou Karl Marx se preferir). Não existe a menor possibilidade, como se pensava da relação harmônica do "Homem tentando controlar o Clima e o Meio Ambiente". Os fatores que levam ao desequilíbrio ambiental são a má distribuição de renda, o excesso de população, (de consumidores potenciais), ocasionando a escassez de água pura, de ar puro, de solos agricultáveis não degradados e conseqüentemente, a perda da biodiversidade e a carestia dos alimentos. Mas, vejamos algumas considerações sobre a Teoria de Base da Economia, segundo alguns grandes economistas:

Paul A. Samuelson : A economia é a ciência que se preocupa com o estudo das leis econômicas indicadoras do caminho que deve ser seguido para que seja mantida em nível elevado a produtividade , melhorando o padrão de vida das populações e empregando corretamente os recursos escassos.
Raimond Barre : A economia é uma ciência voltada para a administração dos escassos recursos das sociedades humanas : Ela estuda as formas assumidas pelo comportamento humano na disposição onerosa do mundo exterior em decorrência da tensão existente entre desejos ilimitados e os meios limitados dos agentes da atividade econômica.
Stonier e Hague: Não houvesse escassez nem necessidade de repartir os bens entre os homens , não existiriam tampouco Sistemas Econômicos nem Economia,pois a Economia é , fundamentalmente , o estudo da escassez e dos problemas dela decorrente. Por outro lado é contraditório porque a riqueza de uma sociedade não é a escassez dos bens que dispõem. A riqueza necessariamente é abundância.
A Ecologia, segundo Walras e Stuart Mill , Economista criador da Teoria do Equilíbrio , dizia claramente que a água quando abundante na beira do lago não é riqueza , já que não tem valor. Quando poluída passa a ter valor econômico , que o diga a equipe da CETESB que estão tentando despolir o Rio Tietê ao custo estimado de 5 bilhões de dólares segundo o Banco Mundial.
John Stuart Mill : Um dos maiores economistas disse a mesma coisa quanto AR PURO , gratuito , proporcionado pela natureza não é riqueza , se tivermos que trabalhar para faze-lo novamente puro, terá se tornado riqueza. Vejamos os sistema de revezamentos, restrições no trânsito durante inverno em São Paulo. Ar de baixa qualidade é muito caro torna-lo puro novamente. Partindo destas premissas, devemos motivar e apoiar campanha de preservação do ar enquanto ainda puro e respirável, tais como : As que priorizem o uso do transporte coletivo ao invés do uso individual do automóvel. As iniciativas que priorizem os trabalhos domésticos, sempre que possível, evitando os deslocamentos desnecessários, utilizando a Internet.
Campanhas de incentivo ao transporte solidário, usando os automóveis na sua capacidade máxima de transporte. Eliminar o uso do Chumbo-Tetra-Etila no óleo diesel, incentivar as pesquisas do bio-diesel, tais como o óleo de mamona, pinhão manso entre outras. Incentivar o uso do Álcool Etílico como combustível de origem renovável, mas sempre melhororando a condição sócio-econômica da sofrida classe trabalhadora dos cortadores de cana, caso contrário somente agravaria a situação da disponibilidade de alimentos. Fiscalização intensa da qualidade dos combustíveis derivados de petróleo, cada dia mais adulterados, aplicar multas crescentes. Monitoramento da qualidade do ar, através dos teores de Ozônio, Monóxido de Carbono e Hidrocarbonetos e Óxidos Nitrosos nas Capitais. Leis obrigando as Motocicletas a terem catalisadores e injeção de combustíveis, pois poluem proporcionalmente muito mais que os automóveis. Exigir produtos, móveis, carros, eletrodomésticos de qualidade, visando sua longevidade e, consequentemente, diminuição do lixo. Aplicar a Economia Cíclica nos Reflorestamentos, criando novas florestas nas áreas degradadas. Manejo do gado confinado para diminuir as pastagens. Adotar uma política ambiental dos 4 R's - Reciclar, Reusar, Rejeitar, Reduzir, aonde forem aplicáveis, etc. Concluímos que a Economia é uma ciência que estuda a escassez e nela se fundamenta, enquanto que a Ecologia é uma ciência que estuda a abundância dos ecossistemas , as cadeias alimentares complexas , os biomas , e as interferências do homem sobre o meio ambiente. O capitalismo é um modelo essencialmente instável e no século 21 terá novas instabilidades como os mercados de riscos cada dia mais voláteis devido à velocidade dos investimentos especulativos globalizados e as mudanças globais do clima. Os ambientalistas propõem um modelo que respeita os limites ambientais, não podemos esquecer que o capitalismo esta fundamentado na valorização da escassez e no excesso de consumidores. A Economia Linear baseada no Pensamento Linear , prega o crescimento ilimitado da produção; este modelo começa apresentar sinais claros de insustentabilidade e de saturação. Como proposta alternativa, a Economia Cíclica, propõem uma mudança do pensamento linear, mecanicista, ou cartesiano, para uma visão holística, fundamentada em valores humanos, com mudança nas leis de mercado, visando acompanhar o Ciclo de Vida Útil dos materiais, produtos e serviços. O Modelo Cíclico adota o Imposto Ambiental Único, como forma de incentivar a transferência de investimento do setor produtivo, que estão represados na acumulação capitalista para o setor das reciclagens. Economizar sim, em materias primas, produtos acabados, no consumo de energia, mas não na qualidade de vida das pessoas. Os ganhos com produtividade já excederam os limites do bom senso, agora já é hora de investir mais no elemento humano. Muitos exemplos podem ser estudados, comparando-se as funções lineares tipo "y=ax+b" com as funções senoidais tipo "y=seno(x)+ k", aplicadas na produção de automóveis, pneus, sucatas metálicas, baterias, tratamento de água, saneamento, reflorestamentos entre muitos outros. É necessário sempre buscar uma visão sistêmica dos processos industriais, uma visão de fluxos de materiais de energias e de movimentos, valorizar muito os princípios da Logística. Como as leis de mercado poderão facilitar a implantação destes mecanismos de eliminaçao do Lixo no mundo capitalista, é um grande desafio, afinal a poluição, o lixo industrial, o lixo de origem antrópica , nada mais é do que materiais fora de lugar; materiais desperdiçados. O Congresso Nacional poderia estudar as aplicações da Lei de Lavoisier com seus múltiplos desdobramentos sociais e econômicos, além das melhorias ambientais significativas. Na natureza nada se cria nada se perde, tudo se transforma... enquanto que no mundo da política "nada se cria, tudo se perde e nada se transforma ".

terça-feira, 29 de julho de 2008

Boca no Trambone...



Amigos Leitores, o momento é de mobilização !
Eu não gosto de ler jornais diários, somente me trazem más notícias, além das costumeiras lérias, bazófias, e falácias do mundo político e do acidentado cotidiano. Mas olhando an passant a Gazeta do Povo de hoje 29 de Julho do corrente ano de 2008, fiquei pasmo com o que li :
PUC-PR campus do Prado Velho resolveu demolir a pista de atletismo para dar mais lugar aos estacionamentos... A pista de atletismo do professor Caldera, que eu conheci em 1978 quando estudava Química na PUC está sendo demolida para caber mais automóveis no já abarrotado estacionamento da Pontifícia Universidade Católica que deveria fazer a sua opção pelos mais pobres, está fazendo a sua opção pelos carros dos mais ricos... Ora vejam só, o Magnífico Senhor Reitor Ivo Juliatto, está na contra-mão de tudo o que se está sendo discutido como ciclovias, bicicletários, planejamento urbano, dando prioridade ao cidadãos ao invés dos carros, combustíveis ecológicos e outras coisas tais. O Reitor dá prioridade aos carros ao invés dos atletas... Tenho o meu direito de reclamar, também sou filho da PUC.

Quer dizer que o já imenso estacionamento não cabe mais automóveis? O que me causa estranheza é que, quando aí estudei entre 77 e 79 a grande maioria dos alunos usavam ônibus coletivos ou bicicletas. Quer dizer que a maioria dos estudantes agora tem carros ? A Universidade cobra uma exorbitâncias dos alunos e não paga um centavo de impostos ? A minha sugestão é que não seja demolida a pista de atletismo e seja reduzido o já abarrotado estacionamento para se fazer um bicicletário, dando prioridade aos alunos mais pobres, para guardarem as suas bicicletas com segurança e adequada vigilância. Considero isso é uma política administrativa coerente com uma Universidade muito bem paga, isenta de impostos, "Católica", fundamentada na doutrina Cristã, e que é contra o hedonismo, o consumismo da moderna "sociedade de mercado" em que vivemos. Discutir um programa de transportes solidários, por regiões, discutir o etinerário dos onibus, discutir algumas ciclovias de acesso. Mas, fiquei decepcionado com a solução simplista e hedonista encontrada pelo Reitor para acomodar os carros que muitos pais dão para os alunos irem à escola...

sábado, 26 de julho de 2008

Tudo cansa... Até as moléculas cansam ...

O lançamento do Boeing 747 foi em 1968, uma apoteose, um grande avião com enorme capacidade de carga e de passageiros. Quando um Boeing 747 decola ainda me causa espanto e admiração, parece um enorme bicho pré-histórico, o Jumbo correndo na pista, e num jogo de flaps ele decola de uma vez só e fica quase parado, todas as turbinas na potência máxima, se faltar 1 kilowatts de potência, um litro de querosene a menos, parece que ele virá abaixo com tudo, algo impressionante do admirável mundo novo. Nos anos 70, sempre que o meu relógio digital apontava a hora 7:47', eu citava o grandão "Boeing"... Mas, a manchete abaixo da empresa Qantas é de uma mediocridade grande e impressionante tanto quanto o Jumbo ... Buraco no avião não foi causado por ferrugem, diz o presidente da Qantas. Ora, macacos me mordam. É claro que não foi causado por ferrugem, se o avião é feito de alumínio e outras ligas leves que não oxidam, como poderia haver ferrugem, óxidos de ferro de valência II e III ? Faça-me o favor, senhor Geoff Dixon, presidente de Qantas, vá estudar um pouco de Físico-Química, se o avião fosse construído de Ferro ele não decolaria, o Jumbo ficaria muito pesado. É importante enfatizar que cilindros de Oxigênio não explodem, somente os de Hidrogênio...
O que pode ter sido, é o que chamamos em Física de raio-x de "Residual Stress", o estresse residual nas moléculas na estrutura da aeronave. As moléculas cansaram, segundo a Equação de Bragg, aumentando o espaçamento interplanar "d" . As aeronaves descansam na manutenção, caso contrário até as ligações das moléculas cansam. Neste caso a manutenção preventiva da aeronave precisa ser feita com raio-x, verificar se há micro-trincas nas partes mais solicitadas macanicamente. Observe que o rombo na fuselagem acompanha a sequência de fixação dos rebites, na linha de fixação dos pontos onde a asa da aeronave é fixada na fuselagem, pode ter sido um caso de fadiga mecânica, existe esta possibilidade de um estresse residual onde somente uma rigorosa manutenção preventiva poderia detectar e prevenir. Mas afirmar que não é caso de ferrugem é demais, por isso tenho deixado de ler jornais diários, muitas bazófias e falácias. Acho que são poucas as revistas que valem a pena serem lidas, poucas e honrosas exceções para as revistas The Economist, a Nature, a National Geographics Magazine (no original), e a American Scientist, o resto é de causar dor. É bem verdade, está escrito nas sagradas escrituras em Eclesiastes 1,18 - "Quem aumenta o seu conhecimeto, aumenta a sua dor". Nos tempos que vivemos, é melhor andar a cavalo do que em aviões com as manutenções negligenciadas. No mundo dito moderno, a maioria das empresas aéreas são deficitárias, elas apresentam o que se chama a falha do mercado. Neste caso, é imprescindível a ação firme do governo nas ações que forem necessárias. No capitalismo, a economia de mercado não tem a virtude de se auto-regulamentar num ambiente de extrema competitividade. As empresas aéreas precisam oferecer tarifas competitivas, qualidade nos serviço de bordo, pontualidade nos horários, pagar bons salários, garantir horários de descanso dos pilotos e comissários, manter as manutenções das aeronaves em dia e gerar bons lucros para a satisfação dos acionistas, são muitos objetivos para serem atingidos simultaneamente, são muitos objetivos conflitantes.
O overbooking é uma conseqüência da Economia Linear na aviação civil, está na hora de parar de remediar os efeitos e começar a trabalhar nas causas. As empresas aéreas estatizadas, que não tem tantas obrigações com os lucros e remuneração dos acionistas, podem ser um exemplo de qualidade no atendimento aos clientes e nas manutenções das aeronaves, como já foi a Varig - Cruzeiro do Sul em antigas eras. Estou afirmando que não precisam gerar tantos lucros, mas não precisam necessáriamente gerar prejuízos nem escandalos de gestão fraudulenta, como ocorreram na Fundação Rubem Berta. Segundo a lógica Aristotélica "Afirmatio unios non est negatio alterius", que fique bem clara esta colocação.
Certamente a pausa para o descanso das aeronaves na manutenção não está sendo obedecida. Quanto às reivindicações trabalhistas, são desprezíveis no mundo globalizado onde há excesso de mão de obra. Todos estes fatos fazem parte do medonho cotidiano pós-moderno, na chamada "sociedade de mercado". Portanto, sejamos realistas, quem tem maior importância, maior poder decisório nas operações das empresas aéreas?

O Gerente Financeiro ou o Gerente de Manutenção ? Dentro da Economia Cíclica é imperioso que seja o Gerente de Manutenção, porque este deverá saber a hora de parar os aviões para a manutenção, independentemente dos compromissos contínuos das vendas de passagens, dentro da Economia Linear. Sem acostamentos para fazer manutenções nas rotas aéreas, a vida nas empresas parece fluir mais rápida e mais eficiente quanto mais justos forem os horários entre os vôos e as escalas. Porém, manutenções negligenciadas, falhas humanas dos pilotos e dos controladores de vôos devido à falta de pausas para a manutenção humana e das máquinas são desastrosas. Observe que, enquanto os passageiros estão entretidos com seus jornais, assistindo filmes, fazendo refeições, tomando drinques, existem milhares de componentes eletrônicos, mecânicos, elétricos e hidráulicos trabalhando de forma integrada com os fatores humanos, sociais, econômicos. São interações bastante complexas entre homens e máquinas em vários níveis de responsabilidades. Milhares de informações são trocadas entre os diversos computadores de bordo com as torres de controle terrestres, entre o GPS com os satélites. As falhas são inerentes às máquinas, portanto para se elevar o padrão de segurança dos transportes aéreos o tempo de manutenção das máquinas e o tempo de descanso dos funcionários deverá ser rigorosamente obedecido pelas empresas, mas não é o que se verifica no cotidiano; as falhas humanas e mecânicas têm aumentando significativamente. Portanto já é hora de começar a implantar os fundamentos da Economia Cíclica ao invés da Economia Linear.

Buraco no avião 'não foi causado por ferrugem', diz Qantas


Buraco na fuselagem provocou pouso de emergência. A empresa aérea australiana Qantas negou que ferrugem, ou corrosão, tenham causado o buraco na fuselagem que levou ao pouso de emergência do Boeing 747 em Manila, nas Filipinas, na sexta-feira. O presidente da empresa, Geoff Dixon, afirmou a repórteres na Austrália que os exames preliminares indicam que não havia sinais de corrosão perto do buraco, que mede cerca de 2,5 metros por três metros. Ele disse ainda que a Qantas está levando o incidente extremamente a sério e elogiou o modo como os pilotos e comissários de bordo lidaram com a situação. Os passageiros a bordo também elogiaram a atuação dos comissários e pilotos. Havia 360 passageiros a bordo da nave na hora do incidente. Alguns deles disseram ter ouvido um barulho alto durante o vôo, que foi seguido pela descompressão da cabine. A passageira Olívia Lucas disse à BBC que todos “sentiram muito medo por alguns momentos. Depois, todo mundo se focou em colocar as máscaras de oxigênio”. O avião seguia de Hong Kong para Melbourne, mas foi obrigado a pousar em Manila por causa do buraco. Os passageiros, que só se deram conta do risco depois do pouso, foram levados por outra aeronave para Melbourne. A Qantas já enviou uma equipe de investigadores para as Filipinas para inspecionar o avião. A empresa afirma que o avião havia sido inspecionado em 2006 e no início deste ano, e que nada de extraordinário foi detectado nas duas ocasiões.
Especialistas em aviação sugerem que entre as possíveis causas do buraco estariam um impacto externo acidental, ainda no solo, ou o impacto de algo dentro do avião, que não teria sido propriamente preso e teria se chocado contra a fuselagem em algum momento.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Olhos Nos Olhos ...

Senhoras e Senhores :

Hoje é 25 de Julho de 2008, Lua Minguante, é uma fase Lunar muito adequada para falar de "Reduções".
Continuaremos nossa cruzada em defesa do meio ambiente, hoje trataremos de um assunto prolixo, da poluição eletromagnética causada pelas ondas emitidas e recebidas pelos telefones celulares e os telefones domésticos sem fio, também. Sobre as Radiações Ionizantes contidas no espectro eletromagnético, todas as pessoas que estudaram um pouquinho de Física Quântica sabem que elas são destrutivas para as células vivas. Trabalhei muitos anos com Espectrometria de raio-x, fluorescência e difração de raios-x (XRF e XRD) aplicadas na Geoquímica, que é a minha especialização como engenheiro químico, e sempre os manuais de serviços e de operação continham informações claras, precisas, exatas, sobre os riscos de se tomar uma dose de radiação. É claro que isso depende diretamente da intensidade destas radiações, da frequência, da potência de penetração, da distância do alvo, dos materiais utilizados, entre outros fatores de riscos. Obviamente que não tenho a pretensão de esgotar um assunto deste num Blog sobre Ecologia Urbana, mas a informação da matéria abaixo faz sentido. O telefone celular deveria conter mais informações úteis no seu "Manual de Utilização" sobre os riscos de ser utilizado em demasia, é um aparelho ideal para recados, na forma de torpedos, e deveria ser mantido à uma certa distância do usuário para evitar a incidência da ondas eletromagnéticas que estão numa freqüência bastante alta, todos operam acima dos 900 MHz. Sua utilização com os "torpedos" seria algo bastante salutar. O telefone celular trouxe conforto e facilidades para a vida digamos "moderna" mas deveria ser utilizado com parcimônia. Este assunto faz parte da política ambiental dos 4 R´s no item "Reduzir", para quem precisa de uma revisão da matéria, os quatro R's são: Reduzir, Reciclar, Rejeitar, Reusar. Sim, é preciso reduzir o uso dos celulares, é demais, principalmente por adolescentes que utilizam para resolver conflitos das suas tumultuadas vidas sentimentais, dos amores não correspondidos, infinitos conflitos familiares entre outras mazelas. Neste caso, um torpedo, marca uma reunião para uma conversa amorosa deliciosa, uma conversa fiada, ou mesmo que seja uma conversa à vista, conversa mole ou conversa dura, conversa para boi dormir, conversas sobre o sono do boi, para cair na conversa de fulano, passar uma conversa em ciclano, enfim jogar conversa fora, coisa que custa muito caro na hedonística e consumista sociedade do século 21. Está na hora de reduzir este consumismo muito doido que só alimenta os lucros enormes das companhias operadoras de forma linear, e que não fazem absolutamente nada para defender o nosso meio ambiente, apenas trabalham na insana acumulação capitalista, tão criticada pelo falecido Karl Marx. Mas, voltando às conversas fiadas, devem ser evitadas quando ultrapassam a barreira do bom senso que gira em torno de uns 5 minutos e uma conversa téte-à-téte poderia ser marcada, com som de fundo Olhos nos olhos, composição do Chico Buarque na voz sedutora de Maria Bethânia... Quanto aos amores sem reciprocidade, é um problema antigo e sem solução nos celulares nem pessoalmente, basicamente os homens amam as mulheres que amam as crianças que amam os ramsters, não há reciprocidade, pode aplicar o dinheiro da conta do celular em outras coisas... Então toca aí no MP3 :

Olhos Nos Olhos

de Chico Buarque na voz de Maria Bethânia

Quando você me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci

Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais

E que venho até remoçando
Me pego cantando, sem mais, nem por quê
Tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você

Quando talvez precisar de mim
Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos
Quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Especialista alerta sobre risco de uso de celular


A radiação magnética do celular poderia ser prejudicial à saúde. O diretor de um dos principais centros de pesquisa sobre o câncer dos Estados Unidos emitiu um alerta aos seus funcionários sobre os riscos do uso de telefones celulares. O comunicado foi elaborado por Ronald Herberman, diretor do Instituto de Câncer da Universidade de Pittsburgh. Herberman afirmou que, apesar de nenhum estudo acadêmico confirmar a relação entre o uso de celulares e o risco de tumores no cérebro, os usuários não devem esperar uma pesquisa conclusiva para começar a tomar certas precauções. "Dada a falta de provas definitivas sobre os efeitos cancerígenos da radiação magnética emitida pelos celulares, não podemos falar em medidas preventivas, mas em simples medidas de precaução”, diz o alerta. Além do alerta, Herberman emitiu ainda um comunicado, assinado por 20 especialistas internacionais com algumas precauções sobre o uso dos telefones celulares. Entre as ações aconselhadas pelos especialistas está a de permitir o uso de celulares por crianças apenas em casos de emergência, tentar manter o aparelho longe do corpo enquanto guardado e usar o viva-voz sempre que possível. Herberman alerta ainda para que as pessoas usem o celular apenas para conversas rápidas, já que os efeitos biológicos estariam "diretamente relacionados ao tempo de exposição".

Estudos

O diretor afirma que decidiu emitir o alerta com base em informações ainda não publicadas sobre os efeitos do uso dos aparelhos celulares. As informações preliminares seriam do estudo internacional Interphone, que envolve 13 países. "Apesar das provas ainda causarem controvérsia, estou convencido de que há informações suficientes para emitir um alerta para que tomemos precauções sobre o uso do telefone celular", disse Herberman. No ano passado, um estudo realizado durante seis anos afirmou que o uso dos celulares não causava nenhum efeito, a curto prazo, no cérebro ou no funcionamento das células. No entanto, o Programa Britânico de Pesquisa em Telecomunicação Móvel e Saúde, afirmou que havia um indício de um risco maior a longo prazo e que sua pesquisa iria avaliar os efeitos durante um período de 10 anos. Segundo o diretor do Programa, Lawrie Challis, "não podemos eliminar a possibilidade, neste momento, de que o câncer pode aparecer em alguns anos". Um outro estudo realizado na Grã-Bretanha em 2005 sugeriu que o uso dos celulares por crianças deveria ser limitado como precaução. Além disso, a pesquisa aconselhava que menores de oito anos de idade não deveriam usar os aparelhos. Os telefones celulares emitem radiações eletromagnéticas que podem penetrar o cérebro humano e a preocupação de alguns ativistas é a de que isso poderia causar sérios danos à saúde. Uma análise realizada neste ano pela Universidade de Utah, nos EUA, observou milhares de pacientes com tumor no cérebro e não identificou nenhum aumento no risco como resultado do uso dos aparelhos celulares. No entanto, o estudo afirmou que os efeitos do uso a longo prazo ainda aguardam a confirmação de pesquisas futuras. Estudos recentes na França e Dinamarca também não identificaram aumento no risco de câncer pelo uso dos aparelhos. Entretanto, uma pesquisa feita com 500 israelenses neste ano aponta que o uso dos celulares pode estar vinculado a um aumento no risco de desenvolver câncer nas glândulas salivares. Fonte : BBC em 24 de Julho de 2008

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos...

Um dia a Areia Branca
Seus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos
A água azul do mar

Janelas e portas vão se abrir
Pra ver você chegar
E ao se sentir em casa
Sorrindo vai chorar
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar



De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante

As luzes e o colorido
Que você vê agora
Nas ruas por onde anda
Na casa onde mora
Você olha tudo e nada lhe faz ficar contente
Você só deseja agora, voltar pra sua gente

Um dia vou ver você Chegando num sorriso
Pisando a Areia Branca que é seu paraíso...

COMENTÁRIOS
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Linda esta canção, na voz do Caetano Veloso e do Roberto Carlos. Pois é, minha gente... as areias brancas das praias é o paraíso. Já renderam muitos versos , prosas, músicas e poemas. Tem um pequeno poema de William Black que ele reduz o Universo ao brilho de um grão de areia, muito bonito. Mas... por favor, não vamos fazer construções com as Areias Brancas, somente músicas, poemas apaixonados e nada mais. Inicialmente poderá até proporcionar um bom acabamento, uma massa bem fina, mas com o tempo, ocorre a migração dos átomos de Sódio através dos interstícios da estrutura cristalina do concreto, então crash... Vem tudo abaixo, na cabeça do violeiro, quebrando a viola e o pandeiro e ninguém explica nada de neres porque tantas marquises e edifícios desabam sem terremotos, nem tsunamis, nas Terras Brazilis ? Tem as normas da ABNT e da ABCP que precisam ser respeitadas quanto ao teôr de Sódio, o Cloro, as granulometrias, a matéria orgânica, porque as areias de praia contém altos teores de Cloreto de Sódio, o NaCl, o sal de cozinha. E, como vocês já sabem, as Leis da Física e da Química são bastante rigorosas e não perdoam seus transgressores, podem estragar a festa dos violeiros. - Então, precisamos de mais qualidade nas construções e edificações.

Um abraço aos leitores.




quinta-feira, 3 de julho de 2008

Hamlet - William Shakespeare

De forma alguma, desafio os presságios.
Há uma especial Providência na queda de um Pardal.
Se tem de ser já, não será depois;
Se não for depois, é que vai ser agora;
Se não for agora, é que poderá ser mais tarde.
O principal é estarmos preparados.
Uma vez que ninguém sabe o que deixa,
Que importa que seja logo?
Que seja!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Os combustíveis venenosos



Estimado Leitor


Hoje, 2 de Julho de 2008, Lua Nova, então renovaremos a nossa cruzada em defesa do meio ambiente. Não falarei mal dos nossos tempos, mas também não falarei bem, não há razões para isso. Quantos às ações, não basta terem sido vividas, teremos que falar sobre elas, marcar nossa referência na linha do tempo. Falaremos sobre a qualidade de nossos combustíveis. Muitos leitores podem ficar perplexos com a amplitude dos temas aqui relatados, todavia eles, de uma forma ou de outra, estão relacionado à Ecologia Urbana e afligem o nosso comezinho cotidiano. Falaremos da ganância de alguns proprietários de postos que adulteram nossos combustíveis para obter uma margem de lucro maior do que a obtida pelas vias legais, da decência e dos bons costumes. Neste aspecto, não vale aqui discutir se o Capitalismo é pior ou melhor do que o Socialismo, porque trataremos de um problema de Organização & Métodos. - Como aumentar a eficácia no combate desta atividade ilegal, que é um crime contra a economia popular ? Como sempre, iremos por partes. O meu primeiro trabalho como Engenheiro Químico, foi no INMETRO, em 1979 no setor de Fiscalização. O INMETRO Instituto Nacional de Metrologia, é o orgão responsável em fiscalizar as mercadorias acondicionadas, inclusive os combustíveis. O teste com os Volumes Calibrados verifica-se uma bomba de Posto de Gasolina, se está colocando exatamente 20 litros ou 19,8 Litros nos tanques, são aferições volumétricas bastante simples de se fazer, e isto está relacionado à quantidade de combustível que é adquirido. Quanto à qualidade, se álcool, gasolina, óleo diesel, gás natural, e outros combustíveis que virão, cada um tem um procedimento normalizado pela ABNT para verificar sua qualidade. Como existe uma diferença significativa de preços entre eles, costuma-se batizar a gasolina com nafta, ou com solventes rafinados. O álcool anidro é molhado e passa a ser álcool hidratado. O álcool hidratado passa a ser mais hidratado ainda. A gasolina que já contém 26% de álcool anidro, passa a ter até 50% ou 60% de álcool, porque estamos com uma frota crescente de carros Total-Flex, então estas "misturas" que deveriam ser feitas com a consciência do consumidor, é feita nas tancagens, visando aumento dos lucros de forma ilegal e os veículos se ressentem destas misturas venenosas: Nas bombas injetoras dos veículos a diesel, ou bicos injetores que precisam de limpezas constantes e carburadores com altos consumos. Estes 26% de álcool que são oficialmente adicionados na Gasolina, é Álcool Anidro, - sem água -, se adicionar Álcool Hidratado, para aumentar os lucros finais, as moléculas do Álcool Anidro C2H5OH, vão sequestrar as moléculas de água disponíveis no Álcool Hidratado e serão depositadas no fundo do tanque do automóvel do consumidor. Mas, o problema atinge também o meio ambiente, e atenção leitor, este problema tende a piorar, devido aos preços crescentes e da falta de uma fiscalização eficaz. Em 1984, após o INMETRO trabalhei na ESSO Brasileira de Petróleo, e raramente havia problemas de adulteração nos combustíveis, e quando havia, as medidas eram muito rigorosas, inclusive a perda da bandeira. Naquele tempo estávamos ainda no regime militar e havia somente umas sete distribuidoras, os postos usavam as bandeiras da "BR", Ipiranga, Esso, Mobil, Shell, Texaco, Atlantic, e talvez mais algumas outras que tenha me esquecido. Na época o Conselho Nacional do Petróleo - o CNP - atuava dentro de cada Distribuidora de forma bastante rigorosa nos controles de "Cotas" e nas "Sobras e Faltas". Anos mais tarde, o CNP virou a ANP, a Agência Nacional do Petróleo. Todas os grandes tanques do Pool de Araucária, da REPAR no Paraná, administrado pela ESSO, eram diáriamente aferidos, dados contabilizados no computador, um IBM Mainframe 4341, sistema VMS, e a coisa funcionava muito bem. Sinceramente, não me lembro de escândalos de adulteração com esta freqüência que vivemos hoje. Mas, mutatis mutandis, hoje temos postos com mais de 300 bandeiras diferentes, o que teve o seu lado positivo na decentralização do setor na economia, mas por outro lado perdemos muito no Controle de Qualidade dos combustíveis. O INMETRO passou a ter grandes prédios, muito bonitos e muito mais burocratas trabalhando neles do que técnicos no campo, vistoriando os postos. As bombas de combustíveis que eram fabricadas pela empresa "Gilbarco", onde havia um cilindo transparente com duas esferas plásticas, uma vermelha outra verde, marcando o teor do álcool através da densidade, misteriosamente sumiram, saíram de linha, porque possibilitavam o cliente ver, através da densidade como estava a qualidade do álcool. O teste de proveta com um densímetro, também sumiu de vista. E na questão da gasolina,do diesel, querosene de aviação acho melhor pular este capítulo, tamanha complexidade que envolve o tema e normas da ANP e ABNT. A burocracia criou o "Auto de Infração" com direitos do proprietário recorrer juridicamente das multas aplicadas, e o que hoje se resolve inter-advogados, nos tempos militares eram chamadas as viaturas, muito escuras, as Veraneios Preta com listras Branca, e a situação começava realmente a escurecer para o lado do infrator. Mas, voltando a questão da poluição, quantas vezes olhamos no horizonte das grandes metrópoles brasileiras e enxergamos uma atmosfera muito escura, encardida de poeira e fumaças, o smog pairando sobre as cidades? A queima de combustíveis fósseis como a gasolina e o óleo diesel em grandes quantidades é a causadora deste resíduo da vida moderna que tanto aflige a população, principalmente durante o inverno, e com os combustíveis adulterados esta poluição é muito mais intensa, porque os catalisadores não vão funcionar da forma correta, que foram projetados. A poluição do ar, sem dúvidas, é a forma mais complexa de ser combatida e também a mais nociva. As grandes massas de poluentes gasosos que são continuamente adicionados à atmosfera podem causar danos ao homem e ao meio biótico, mesmo estando a muitos quilômetros das fontes poluidoras. A dispersão de gases como o CO, CO2, Cloro, Flúor, os CFC’s, os compostos Nitrogenados NOx, Ozônio, os sub produtos de combustão do lixo plástico como Dioxinas e Furanos, compostos halogenados, compostos orgânicos, além do CO2, causam o efeito estufa e aquela brisa encardida no horizonte chamada smog. Para o ar se tornar puro novamente, a reciclagem do ar ainda é um enigma a ser decifrado, mas sem dúvidas estamos aumentando a desordem do sistema, no sentido de Entropia . A solução para a poluição gasosa é trabalhar continuamente nas fontes poluentes para diminuir as emanações; uma vez lançados na atmosfera, os compostos poluentes demoram muito tempo para retornar à sua forma inócua. Os poluentes na fase gasosa deverão passar para a fase iônica no meio aquoso e, depois de muitas reações químicas, serão imobilizados como moléculas na forma sólida. Algumas reações são bastante lentas; moléculas que chegam a demorar muitos anos para se reciclar em subprodutos inócuos ao homem e ao meio ambiente. Estas reações podem ser aceleradas com a presença de catalisadores no sistema de descarga dos veículos. O catalisador tem a finalidade de transformar os gases tóxicos em moléculas inócuas ou menos nocivas ao meio ambiente. Os gases do escapamento dos motores a explosão contêm compostos tóxicos como o monóxido de carbono (CO), compostos nitrogenados (NOx) e outras moléculas residuais dos hidrocarbonetos mal queimados na câmara de combustão. Após a passagem destes gases pelo catalisador, uma câmara de cerâmica tratada com Molibdênio e elementos de Terras Raras, os gases serão convertidos em CO2, H2O e N2, . O dióxido de carbono, apesar de causar o efeito estufa, não é um gás tóxico como o monóxido de carbono; quanto ao vapor de água e o gás nitrogênio são moléculas inertes. Portanto o catalisador que equipa os veículos mais novos é de fundamental importância para melhorar a qualidade do ar nas cidades, fator que justifica utilizar os combustíveis conforme as especificações técnicas, as normas da ABNT e da Petrobrás que lidera o segmento, e tem responsabilidade quanto à qualidade e quantidade dos combustíveis, mas somente enquanto estiverem dentro das refinarias.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Impressões sobre os Metrôs de São Paulo e de Moscou


Moscow metro, Kievskaya Station

Estimado Leitor

"Piano, piano se và lontano..." Em termos de metrô, esta citação italiana, definitivamente não funciona, é uma falácia. Devagar não se vai ao longe e o sofisticado Equipamento o Tatuzão de São Paulo avança bem de vagarinho, bem de mansinho. Os metrôs, como todos sabem , é o crème de la crème dos transportes públicos em massa, em todo o mundo. Mas são projetos caros, projetos complexos e demorados de serem elaborados, com problemas paralelos de desapropriação, desabamentos, renovação da tecnologia, enchentes, abalos sísmicos, explosões, acidentes entre outras mazelas. Mas, vamos por partes, vamos aos números, o metrô de São Paulo foi inaugurado em 1976, visitei-o logo após sua inauguração, para experimentar o trecho Santana-Jabaquara, tudo muito bonito, moderno, funcionando perfeitamente, tudo jóia, nada de bijouterias, tudo "Brand New".
Todavia, mais de 30 anos após sua inauguração, ficamos quase na mesma estaca zero : 61,3km de extenção e 30km em expansão, e um aumento na demanda dos serviços para aproximadamente 3 milhões de passageiros por dia, a um preço de R$ 2,40 na tarifa normal. Mas, o Governo Serra reage, e de vagarinho as obras vão sendo retomadas com novos investimentos de US$ 3 bilhões para a expansão do metrô e da CPTM. Mas, diga-me amigo leitor : Aonde está a Estação da USP aquela lá dentro do Campus principal, a do Alto Pinheiros, a do Butantã? As Estações dos Aeroportos de Congonhas e de Cumbica em Guarulhos? E, a Estação de Campinas então, esta só começará a circular junto do expresso 2222. Falta muita coisa para o metrô de São Paulo ser considerado eficiente.
Mas, um amigo mineiro visitou Moscou e me contou algums fatos interessantes, as suas impressões sobre Moscou e seu metrô. Todos sobejamente criticam os erros do Socialismo Soviético, mas nada se fala dos grandes acertos. Após as reformas iniciadas por Michail Gorbatchev, a Perestróika e a Glasnost, nos anos 80, para aliviar a pesada burocracia da nomeklatura do Kremlin e do aparatchik do Partido Comunista, afinal qual foi o saldo positivo do regime Soviético ? Perguntou ele a alguns Moscovitas, uma conversa que não é nada fácil, sem a ajuda de um intérprete. A resposta quase unânime foi efusivos elogios ao excelente sistema de transportes públicos, o mêtro de Moscou, antigo, mas funcionando muito bem, e a empresa de energia, a poderosa "Gazprom" que, quase nunca os deixou na mão, ou melhor na escuridão. Mas é interessante fazer uma análise comparativa em números, entre o metrô de Moscou e o de São Paulo, vamos por partes :
Quanto ao metrô de Moscou, por apenas 15 rublos (cerca de R$ 1,20 a metade da tarifa de São Paulo de R$ 2,40), tem 220 km de extenção à sua disposição, isto mesmo 220km contra os 61,3km de São Paulo, em diversas direções da grande metrópole Russa. O preço do bilhete do metrô dá direito a um eficiente deslocamento pela capital da Rússia e, muitas vezes, a um passeio por plataformas de estações de extraordinária beleza, grandes espaços onde se espera uns 90 segundos. As primeiras Estações foram construídas durante o governo de Joseph Stálin, em 1935, o metrô de Moscou é um dos mais freqüentados do mundo, uns 8 milhões de pessoas sobem e descem dos vagões por dia, numa cidade de pouco mais de 10 milhões e tem 171 estações, numa rede de 12 linhas. Algumas estações foram construídas durante a Segunda Guerra Mundial que passam sob o rio Moscou são muito profundas e foram planejadas para serem abrigos seguros em caso de bombardeio. São Paulo com seus 17 milhões de habitantes precisaria muito mais do que estes míseros 61,3 km, o que está em expansão somente valerá depois de inaugurado, é pouco, muito pouco. Todo cidadão russo deve ter orgulho da sua Capital, aquelas construções majestosas, imensas, uma Arquitetura tão exótica, os altíssimos muros do Kremlin, são coisas que chocam as pessoas que vivem no Capitalismo, onde os valores descartáveis se sobrepõem ao que é belo e duradouro. Sob o regime de Stálin, entre os anos 30 e 50, surgiram as estações mais grandiosas do metrô Moscovita, com lustres suntuosos e decoração palaciana. Paradoxalmente, em todas elas, a ideologia da revolução comunista está presente, seja na quase onipresença da figura do ditador, seja nos afrescos e estátuas que remetem ao trabalhador, sempre em ação no seu ofício ou claramente feliz com a esposa e filhos. É o luxo para todos, à maneira do realismo soviético, isto é, uma severa opulência.As estações construídas sob os governos de Nikita Kruschev e Leonid Brezhnev, entre os anos 50 e 70, ganharam ares mais austeros, com iluminação e decoração bem mais simples, apenas com azulejos e colunas cujas formas e cores as diferenciavam. Dos anos 80 para cá, as novas estações voltaram a ser mais extravagantes e arrojadas. Aliás, austeridade é uma palavra bastante apropriada não só ao metrô, mas ao país ainda hoje. No metrô, o rigor começa do lado de fora das estações, geralmente construções de cimento à vista de cores mortas, com o nome do local incrustado no topo delas, o que contrasta com o que há no interior de algumas delas. Muitas bilheterias são de uma austeridade franciscanas. Todas as estações, limpas e quase livres de pichação e publicidade, têm o mesmo desenho básico: escadas rolantes estreitas e longuíssimas (a maior é da estação Park Pobedy, com mais de 120 metros) que desembocam na plataforma de embarque, um corredor ladeado pelos trens, cada um em sua direção. Como os trens passam, em média, a cada 90 segundos nos dias de semana (eficiência total), é comum passar mais tempo na escada em direção a eles do que a esperá-los na plataforma. Por exemplo, na estação VDNKh, são necessários 2 minutos e 15 segundos para vencer a íngreme escada rolante.Na plataforma, a dúvida: qual trem pegar, o da direita ou o da esquerda? A programação visual das placas de informação do metrô, todas apenas em cirílico, é tão sóbria e suscinta que quase as deixa desapercebidas, especialmente para quem não domina o russo. Nota: se não dominar o Russo, tente o Francês ou o Espanhol, mas, é bom não arriscar a língua Inglesa. Iluminadas por lâmpadas fluorescentes por trás, as placas se dividem em duas: todas as estações da linha, a partir da estação em que você está, é listada, uma ao lado da outra; uma parte apontada para a direita e a outra para a esquerda. Depois de algum tempo conferindo no mapa (que você não encontra em nenhuma estação), você opta por um dos lados, normalmente o lado errado. Às vezes acontece de se tomar o vagão na direção oposta, coisa muito natural, tamanha complexidade do intrincado alfabeto cirilico. Você percebe isso de duas maneiras. A mais óbvia é que a estação seguinte não era a que você esperava. A outra, mais sutil, é a voz do sistema de som do vagão que informa a próxima estação: se for masculina, (a voz de um capataz) o trem vai em direção ao centro (ou "ao trabalho"); feminina e suave, na direção contrária (ou "para casa"). Na linha circular, a voz masculina soa nos vagões que trafegam no sentido horário, e a feminina, no anti-horário. Quase ninguém dorme no metrô de Moscou, vacilou dançou, mas o espaço interno é bom, melhor do que o metrô de São Paulo, onde os passageiros viajam mais prensados do que Atum em lata. Hoje em dia, é muito difícil um sono embalado no MP3 na voz melodiosa de Frank Sinatra como nos anos 70 "Don't sleep in the subway, ... it is impossible..."